Sonorização de igreja: o que é preciso saber sobre o tema?

Para realizar a sonorização de igreja, é fundamental haver um projeto que considere fatores importantes. Um ponto de partida é coletar informações sobre o cliente e sobre os seus requisitos, bem como acerca da forma como a missa, ou outro tipo de culto, é realizada.

Devemos lembrar que o som é, certamente, um dos elementos mais importantes de uma igreja. Mas, ainda assim, muitas não dispõem de um sistema de sonorização com capacidade para a transmissão da mensagem aos fiéis de modo eficiente. Vamos mostrar como desenvolver um projeto de sonorização para esses espaços que satisfaça às necessidades deles conforme o seu perfil. Boa leitura!

O que precisa ser observado ao fazer a sonorização de igreja?

Convém conhecer o sistema de sonorização que já está instalado na igreja. Conforme o coordenador técnico do Grupo Discabos, Francisco Pereira, esse conhecimento contribui para compreender melhor os problemas enfrentados pelo cliente — as razões que o levaram a instalar um novo sistema de som.

Assim, o profissional e sua equipe conseguirão entender como a música ao vivo é tratada dentro da igreja, quantos integrantes formam a banda ou o coral e outros pontos. Na fase de projeto, é necessário envolver na avaliação diversos membros da igreja, como os integrantes do conselho/direção, os técnicos de som, os músicos da banda e assim por diante.

Caso o templo esteja em construção ou na planta, o sistema de sonorização deve ser incluído no projeto original. Os engenheiros e os arquitetos precisam conhecer detalhes a respeito de como ele será instalado para que possam analisar e encontrar a melhor solução.

O conhecimento sobre a acústica natural do ambiente também ajuda a determinar a melhor solução de sonorização de igreja. Vejamos alguns fenômenos físicos que devem ser analisados em projetos desse tipo:

  • reflexão: quando o som encontra obstáculos em seu caminho, ele modifica a sua direção e pode causar reverberação (o som refletido não pode ser distinguido do som original);
  • refração: a onda sonora, quando passa de um meio material para outro, muda a sua direção (por exemplo, do ar para a água);
  • difração: a onda sonora contorna obstáculos quando as dimensões dele são menores ou iguais ao comprimento da onda (assim, conseguimos, por exemplo, escutar, de um cômodo, a conversa de algumas pessoas que se encontram em outro cômodo).

Para definir um projeto eficiente, atente a todos os detalhes acústicos da igreja e saiba conciliar os recursos tecnológicos mais adequados, como:

  • microfones;
  • caixas de som;
  • mesa de som;
  • cabeamento;
  • alto-falantes;
  • amplificadores e processadores.

Quais são os diferentes tipos de ambientes?

Existem diferentes tipos de igrejas, principalmente em relação ao tamanho. É mais fácil planejar um sistema de sonorização de uma construção pequena.

De acordo com as palavras de Francisco Pereira, igrejas grandes, com pé direito alto, piso frio e paredes lisas tendem a oferecer maior reverberação, o que prejudica a inteligibilidade do sistema. Como vimos, a reverberação resulta da reflexão do som e, certamente, confunde os fiéis na assimilação da mensagem do pregador ou da música que está sendo tocada/cantada.

Existem igrejas católicas, evangélicas e outros tipos. As católicas podem ser, no Brasil:

  • catedrais/sés: trata-se do maior tipo de igreja, sendo onde se encontra uma diocese (também designa templos protestantes e pentecostais);
  • paróquias: edifícios de menores dimensões e que existem em maior quantidade, facilitando o acesso dos fiéis ao culto regular;
  • santuários: igrejas em que é cultuado algum santo, sendo considerado o local mais sagrado (podem ser de diferentes dimensões).

Esses são tipos de igrejas católicas, já que o catolicismo ainda predomina no Brasil. Mas o profissional deve se preparar para trabalhar em qualquer tipo de templo.

Quais erros evitar ao fazer a sonorização de igrejas?

Segundo o coordenador técnico Francisco Pereira, a inteligibilidade da voz é primordial nas igrejas para que os fiéis escutem com tranquilidade tudo que o padre ou o pastor estão falando. Quando se desconsidera esse aspecto no projeto, os resultados geralmente não são satisfatórios.

Outro erro comum é achar que investir no mais avançado equipamento acústico garante uma boa sonorização de igreja. É possível gastar muito dinheiro com equipamentos avançados e, mesmo assim, alguns problemas persistirem — inclusive a reverberação.

O que resolve problemas acústicos, deixa bem claro Francisco, são projetos de acústica. A partir de bons projetos, é possível escolher os melhores equipamentos para cada caso.

Assim, alguns erros na realização da sonorização são:

  • não fazer uma visita técnica para a análise da infraestrutura antes de comprar os equipamentos;
  • não usar caixas de som direcionais (tipo Line Array) em ambientes grandes;
  • não definir corretamente as áreas que serão sonorizadas;
  • não distribuir corretamente as caixas de som dentro da igreja, mesmo considerando o tipo Line Array;
  • não usar amplificadores;
  • não realizar treinamentos para que o usuário saiba usar devidamente o equipamento, como o microfone (a distância correta entre o microfone e a boca é importante para assegurar uma boa propagação do som);
  • não levar em conta o gênero do interlocutor (homens têm voz mais grave, e mulheres, voz mais aguda e isso influi nas características do som);
  • usar alto-falantes com diâmetros acima de oito polegadas, o que favorece a reverberação;
  • no cabeamento, colocar a infraestrutura elétrica junto da sonora (é preciso isolar com duto ou eletroduto).

Como o Grupo Discabos pode ajudar?

Para assegurar a boa qualidade nos resultados, é importante escolher empresas especializadas, que, além de garantirem o desempenho satisfatório dos equipamentos que vendem, também prestem consultoria para o projeto. É justamente isso que o Grupo Discabos faz para ajudar o profissional e a sua equipe na montagem de um sistema de sonorização de igreja efetivo.

Ele oferece as melhores soluções de áudio para igrejas, como a tecnologia ARC, cuja função é permitir que determinados mixers identifiquem as características do ambiente por meio de um microfone e modifiquem as configurações de áudio para que as vozes e outros sons sejam reproduzidos com mais clareza no ambiente — inovação da TOA, empresa japonesa de alta tecnologia.

Juntamente à TOA, o grupo oferece orientações sobre sistemas de sonorização em templos e ajuda na elaboração do projeto de áudio e vídeo para que seja distribuído um sinal de qualidade no ambiente. A empresa é distribuidora exclusiva da TOA no Brasil.

Por que escolher o Grupo Discabos e não outra empresa do ramo?

O Grupo Discabos tem experiência de 25 anos no ramo de áudio, vídeo e automação. Assim, pode ajudar projetistas e instaladores, podendo orientar na escolha do melhor equipamento para cada projeto, considerando a gama de possibilidades que ele oferece.

Há profissionais certificados AVIXA CTS (a principal certificação dos profissionais de áudio e vídeo) dedicados a ajudar nesses projetos. Hoje, o grupo conta com renomadas marcas de áudio, com sistemas voltados também para o uso em igrejas, incluindo microfones, mixers, processadores de áudio, amplificadores, cabos e caixas de som.

A sonorização de igreja, como se pôde ver, é um assunto complexo. No entanto, pode ser resolvido por meio de um projeto bem elaborado que contemple as características de cada construção e as suas necessidades, além, é claro, de optar pelos equipamentos mais apropriados.

Este post foi útil? Aproveite para entrar em contato com o Grupo Discabos e obter mais informações sobre o trabalho prestado. Confira como podemos ajudá-lo a elaborar e executar um bom projeto de sonorização em igrejas!

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