Cabo ideal para caixa de som ou alto-falante, como escolher ?
Por discabos | Publicado em 2 de julho de 2009
Em sonorização, muitas pessoas se preocupam com a potência dos equipamentos e negligenciam os cabos para caixa de som e outras conexões. Embora seja imprescindível contar com equipamentos funcionais e confiáveis, os cabos de áudio também têm papel importantíssimo na qualidade geral do som no sistema.
Por isso, contar com bons cabos para caixa de som faz toda a diferença em qualquer tipo de instalação sonora, mesmo que ela seja apenas temporária, e principalmente na transmissão de sinal analógico. O resultado do áudio gerado pela união entre equipamentos de alta tecnologia e cabos adequados pode ser o grande diferencial do seu projeto.
Neste artigo destacamos a importância de escolher o melhor cabo para caixa de som e o que considerar durante essa escolha. Confira!
O que é a bitola do cabo para caixa de som?
Bitola refere-se à área da seção transversal de um cabo, ou seja, a face do cabo olhada de frente. Essa área não é calculada apenas com o diâmetro do cabo, como muitos vendedores o fazem.
Na realidade, ela deve ser calculada multiplicando-se o valor de π (pi = 3,14) pelo raio do fio ao quadrado (r²). O valor obtido, por sua vez, deve ser multiplicado pela quantidade de vias trançadas no cabo. A bitola é fornecida em mm² ou AWG.
Existem ferramentas que te ajudam a verificar estas medidas, como a Gauge Ruler, uma espécie de régua com orifícios com várias medidas, ou o paquímetro que consegue a medida exata do diâmetro para facilitar o cálculo. Além disso, alguns produtos já vêm com essa informação registrada, o que facilita a avaliação. É importante sempre contar com a informação de fabricantes de confiança, pois existem muitas empresas no mercado que nessa hora podem usar de má fé.
Como saber qual bitola é a ideal para minha caixa de som?
Primeiramente, você vai precisar saber qual a potência em Watts ou RMS e a impedância do alto-falante, com esses dados você vai descobrir qual a corrente elétrica que vai passar pelo cabo e em seguida a bitola do cabo ideal para o tipo de instalação — cada potência necessita de um cabo com uma bitola específica.
Baixe as nossas tabelas e siga as instruções abaixo:
- Verifique a potência do alto-falante e confira as linhas da tabela 1 (cruze com a coluna da impedância) — esse cruzamento fornecerá o valor da corrente do sistema (em Ampères).
- Consulte o valor da corrente na tabela 2 para obter a bitola adequada do cabo que deverá ser instalado entre o equipamento e a caixa de som passiva.
Observação: a tabela é válida para cabos paralelos em distâncias de até 15 metros, devido às perdas de tensão que o cabo sofre em distâncias maiores.

Baixe agora a tabela para verificar a bitola ideal de cabo de som!
Tipos de cabos para caixas de som
Cabos paralelos

Cabos paralelos, também conhecidos como cabos polarizados, são compostos por dois fios condutores sem blindagem e utilizados na ligação de um amplificador, home theater ou multiroom até as caixas de som passivas. A sinalização desse tipo de cabo é feita por cores diferentes nas vias, por cor diferente no cobre ou por gravações nas capas do cabo, que diferenciam as vias e, consequentemente, o polo positivo e o polo negativo na conexão.
Cabos não balanceados

Já os cabos conhecidos como não balanceados são usados entre instrumentos musicais e mesas de som, amplificadores ou caixas ativas, têm apenas um fio condutor de sinal dentro da malha, por isso, esse tipo de cabo está mais sujeito às interferências externas. Para minimizar ruídos e problemas na transmissão, é imprescindível que ele seja sempre curto, logo, a distância entre um equipamento e outro não pode ser grande.
Cabos RCA, por exemplo, são do tipo não balanceados. Eles são usados em sistemas de som estéreo domésticos para carregar o sinal em nível de linha.
Cabos balanceados

Cabos balanceados têm dois fios condutores e a malha. Com esse fio adicional, é possível minimizar o crosstalk (ou diafonia) — interferência indesejada e ruídos provocados por ondas de rádio e equipamentos eletrônicos. Por esse motivo, os cabos balanceados são muito utilizados em projetos de áudio profissionais, nas conexões entre processadores de áudio e amplificadores.
Os cabos balanceados podem ser instalados com terminação em plug XLR, utilizado na conexão de microfones, ou com terminação de três polos, que permite que o fio seja parafusado ao plug sem a necessidade de solda.
Avalie o tipo de cobre usado no cabo
O cobre usado para a fabricação do cabo também precisa ser considerado nessa escolha. O cobre normal, com procedência e boa qualidade, tem, em média, pureza entre 235 a 250 PPM. Isso significa que para cada milhão de moléculas de cobre são encontradas cerca de 250 moléculas de impureza.
Cobre OFC
Já o cobre OFC (Oxygen Free Copper) — ou OFHC (Oxygen Free High Conductivity) — passa por um processo de purificação, por meio de forja e refinamento eletrolítico, que reduz o nível de oxigênio do material a 0,001% ou menos. Esse processo retira as impurezas e os óxidos que interferem na condutividade do sinal para resultar em um cabo de alta condutividade.
Nesse caso, o valor de pureza pode alcançar entre 40 a 50 PPM e o cobre é nomeado como 5N, 6N ou até 8N, que equivale a 99,999999% de pureza (isso mesmo, 6 digitos após a vírgula!), embora não haja comprovação de que a redução de impurezas de cobre acima de 99,95% sejam audíveis em uma reprodução sonora.
Condutor CCA (cobre com alumínio)
Já o CCA (Copper-clad Aluminium) é um composto formado por cobre e alumínio — o interior dos filamentos é composto por alumínio e eles são revestidos por cobre.
Como o alumínio tem menor condutividade que o cobre, se essa composição não for bem-dimensionada pode gerar perdas nos sinais de áudio. Além disso, o CCA é um material com menor resistência, o que o torna mais quebradiço (menor maleabilidade). Assim, se você dobrar, torcer ou puxar o cabo com muita força, ele pode se romper.
Escolha um revestimento que seja o melhor para você
O material usado na capa deve ser considerado tanto para facilitar a passagem pelo duto quanto para obter maior flexibilidade no material. Capas emborrachadas não são boas para passar por dutos, pois não deslizam bem. Um PVC de qualidade faz a diferença, alguns fabricantes misturam com outros plásticos ou resinas o que deixa ele menos flexível e também pode dificultar na passagem em dutos e conduítes.
É necessário ter um cuidado especial com o excesso de capa nos cabos. Algumas empresas utilizam desse artefato para dizer que seus cabos tem uma bitola maior, porém como já vimos anteriormente a bitola é referente apenas a parte de cobre do cabo não incluindo a grossura da capa.
Verifique a flexibilidade dos cabos
O que é melhor: filamentos mais finos em maior quantidade ou mais grossos em menor quantidade? Quando você tem filamentos mais finos o cabo se torna mais flexível. Os filamentos mais finos também conseguem preencher melhor os espaços da circunferência criada com o material de revestimento do cabo e isso faz com que a transmissão de sinal seja melhor.
Avalie a torção do cobre
Conforme já ressaltamos, a torção do cobre também interfere na qualidade de transmissão de sinais. Na linha de cabos polarizados Hi-definition do Grupo Discabos, por exemplo, o conceito de “Rope Lay” favorece o desempenho do produto. Nesse tipo de composição, os filamentos de cobre são divididos em sete cordas torcidas conjuntamente.
Isso gera um aumento na circunferência do cabo e, consequentemente, na área disponível para o tráfego do sinal. Além disso, essa composição reduz o efeito “skin” e diminui a perda sonora na faixa de alta frequência, para melhorar a resposta dos sons agudos.
Adquira o cabo em fornecedores sérios
O Grupo Discabos quer ajudar você a encontrar o cabo para caixa de som que forneça a maior qualidade sonora possível para o seu sistema. Por isso, disponibilizamos materiais informativos e produtos confiáveis que serão o grande diferencial para o resultado do seu projeto.
Entre em contato agora mesmo e veja como o Grupo Discabos pode ajudar você em sua instalação!