Entenda sobre cabo HDMI e suas versões

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Pensando em facilitar o entendimento sobre cabo HDMI e as versões que são comercializadas no mercado, nosso diretor de produtos, Cristiano Mazza, no texto abaixo, desmistifica pontos importantes para que o consumidor não seja lesado na hora da compra.

Muito se fala sobre cabo HDMI e suas versões …

Muitas pessoas julgam um cabo HDMI e suas versões, perguntando se o cabo está na versão 2.0. Você sabe se esta é a última versão? Se um cabo for lançado hoje e amanhã sair uma versão acima, tenho que jogar ele fora e fabricar outro?

A verdade é que o consumidor pouco se informa a respeito da tecnologia, e infelizmente, muitas revendas caem no mesmo defeito.

O consumidor espera que o integrador ou revenda, traga a informação correta, porém se esse não se preocupa com o conteúdo e só absorve o que vê em campanhas de propaganda, o mercado não se organiza e continuamos sempre com a mesma falta de informação.

Por falar nisso, o seu cabo HDMI é 2,0?

Escrevo esse texto como conteúdo informativo, deixo claro que não falo exclusivamente de nenhum cabo HDMI do Grupo Discabos. O objetivo é que vocês recebam conteúdo e escolham os produtos de acordo com sua necessidade.

Histórico da tecnologia HDMI

A tecnologia HDMI surgiu no fim de 2002, num consórcio formado pelas principais empresas de AV (Hitachi, Panasonic, Philips, Silicon Image, Sony, Thomson, RCA and Toshiba), uma empresa de criptografia e segurança (LLC) e apoiado pelos principais estúdios de cinema e redes de TV a pagamento (Fox, Universal, Warner Bros, Disney, DirecTV, EchoStar(Dish Network) and CableLabs).

Além da melhoria técnica do áudio e vídeo digital, o objetivo era proteger esse conteúdo para não sofrer cópias piratas. Esse foi o grande fator que fez a tecnologia decolar.

Ao mesmo tempo, problemas de código, sincronismo e físicos, em especial com seu conector, atormentaram a comunidade de áudio e vídeo. Mesmo assim a conexão permanece até hoje como a principal no mercado audiovisual.

Tecnicamente falando, para os curiosos, o segredo foi uma tecnologia desenvolvida pela Philips e depois utilizada pela Apple em seus monitores, chamada TMDS (em tradução livre : Transmissão minimizada por diferencial de sinal).

Imagine que eu preciso levar um sinal sensível por uma certa distância. Ele tem suas curvas do sinal digital (0 e 1).

Para ressaltar esses pontos e evitar perdas, pensaram em usar o sinal inverso ao mesmo tempo, sendo que na chegada (recepção) ele seria convertido para positivo, realçando o sinal digital e diminuindo as perdas, fazendo com que se pudesse transmitir um grande número de dados. Complicado? Mas funcionou.

Surgiram os ATC, ou centros de teste de HDMI (chip e cabo).

HDMI não são apenas cabos

As pessoas quando escutam HDMI imaginam sempre o cabo. Talvez por que este seja o único elo visível do sistema. Porém o HDMI tem uma parte igualmente importante que são os chips. Eles entendem e convertem os sinais que passam pelos cabos. Um depende do outro.

Num primeiro momento, os laboratórios falaram que somente cabos HDMI de 7 mts funcionavam. Na verdade eles estavam considerando que apenas cabos nessa medida conseguiam trafegar o máximo de dados possível, 102 Gbps.

Contudo, se eu quisesse enviar um sinal em 1080p, de um BluRay, precisaria apenas de cerca de 5 Gbps. Os testes de “olho padrão” nos ajudaram a compreender essa possibilidade, conseguimos chegar as metragens de 20 mts. Essa medida não caiu do céu, mas foi conseguida através de testes, considerando uma margem de segurança.

Seria possível fazer cabos de 25 mts ou até 30 mts, dependendo do sinal a ser trafegado. Contudo o peso do cabo, que vem a prejudicar o conector, já não se mostrava tão eficiente.

De 2005 para frente começaram surgir as versões HDMI.

Foi um período conturbado. Até hoje as pessoas acham que devem trocar os cabos quando surgem uma nova versão.

O que poucas pessoas explicavam, em especial pouquíssimos fabricantes, é que as versões quase nunca falavam sobre o cabo. Era comum ver versões citando aspectos do processamento da imagem, da cor ou do áudio. O cabo era apenas o meio de tráfego desse sinal.

Cabo HDMI no Brasil

Como palestrante, fui convidado a dar diversos cursos sobre o tema.

O Grupo Discabos foi uma das primeiras empresas a oferecer cabos HDMI no Brasil, e foi a pioneira no desenvolvimento desse cabo. Hoje possuímos o cabo HDMI Rosso High Speed com Ethernet que envia sinal 4K para até 5 metros.

Fomos convidados pela Infocomm para fazer uma palestra explicando o tema.

Houve uma explosão de fabricantes de cabos HDMI.

Então percebeu-se que havia diferentes qualidades de cabo HDMI.
O formato deveria ser sempre o mesmo, porém estava sendo construído com performance diferente, dependendo do fabricante.

Imagine uma feijoada. Todos sabem como é a receita. Mesmo assim, tem restaurantes muito melhores do que outros, certo? Mas não é sempre carne de porco, feijão preto, arroz, farofa e couve ? Mesmo assim existem diferenças gigantescas entre um restaurante e outro.

Aconteceu o mesmo com o HDMI.

A fórmula de construção do cabo é simples. Mas a matéria prima e o cuidado na construção, criavam diferenças no resultado final.

Um cabo que funcionava para DVD, nem sempre funcionava para bluray, ou para jogos de vídeo game em HD.
O consumidor estava ficando perdido, sem ter a quem recorrer. Devia acreditar no que estava escrito na embalagem, e muitas vezes era enganado.

Modelos de cabos HDMI

Em 2007 a organização HDMI soltou a versão 1.3b, onde definia claramente 2, E APENAS 2, modelos de cabo HDMI:

. Standard (padrão, categoria 1) – suportando até 1080i

. High Speed (alta velocidade, categoria 2) – suportando todas as definições até 10,2 Gbps.

Futuramente isso se expandiu para cabos com ou sem ethernet, além do cabo especial para o mercado automotivo, usando um conector especial (D).

Hoje essa é a definição oficial da organização HDMI:

Selos cabo HDMI e suas versões​Esses selos foram definidos por eles, e não se pode nem mudar as cores ou formato.
Por lei, todo associado deve seguir essa nomenclatura, e é expressamente proibido o uso de qualquer outra classificação, ou usar as versões numéricas no mesmo.

Em outras palavras, os associados não podem divulgar no cabo a versão, visto que essa informação não é correta. É necessário divulgar qual quantidade de dados ele trafega, seguindo a nomenclatura acima.

Um cabo na época da versão 1.0, pode muito bem ser usado hoje, desde que tenha sido construído para suportar 10,2 Gbps.

Infelizmente, maus fornecedores, usam essa estratégia de enumerar as versões para iludir o consumidor.

Uma curiosidade:

Você sabia que a versão 1.4 no seu adendo “a” (1.4a) implica na correta utilização do recurso 3D em jogos de video game, explicitando a necessidade de usar 720p de resolução, 120 Hz de frequência para imagens em 3D.

Como alguém pode dizer que o cabo é 1.4a ? Isso diz respeito exclusivamente ao chip utilizado em videogames!

As indústrias são os principais culpados por essa confusão, seguidos pelos integradores e revendas que não se empenharam em conhecer bem as especificações.

Compre cabos HDMI de qualidade, baseado no histórico do fabricante, matéria prima utilizada, suporte e confiabilidade. Esqueça o número ou a versão.

Em tempo, uma das versões mais atuais é a 2.0b, e segundo a transcrição abaixo, retirada do site oficial da organização HDMI, é completamente suportada pelos cabos High Speed.

” HDMI 2.0b does not define new cables or new connectors. Current High Speed cables (Category 2 cables) are capable of carrying the increased bandwidth.”
http://www.hdmi.org/manufacturer/hdmi_2_0/index.aspx

Quero um orçamento do cabo Rosso


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