Cabo para automação: o que é, como funciona e como escolher um?

Os cabos para automação são elementos críticos de estruturas de TI, fábricas e espaços inteligentes residenciais. Eletrônicos sensíveis e sofisticados requerem sistemas de cabeamento adequados, duráveis e confiáveis, capazes de lidar com o estresse mecânico exigido pelos processos na indústria, o alto fluxo de dados e a interconexão dos equipamentos que compõem a infraestrutura.

A é amplamente utilizada no contexto da transformação digital e a rede é um componente crucial para a integração de todos os equipamentos dessa infraestrutura digitalizada. Os cabos operacionalizam a troca de dados que pode tornar a Internet das Coisas (IoT) uma realidade mais tangível para as empresas e casas.

Neste artigo abordamos a importância dos cabos para automação, especificamente o cabo RS-485, que funciona bem em longas distâncias e, por isso, é a escolha ideal para aplicações prediais, corporativas e residenciais.

Quais são as especificidades dos cabos para automação e porque eles são imprescindíveis para a inteligibilidade na transmissão de dados?

A especificação TIA / EIA-485-A orienta a conexão dos cabos para automação RS-485 quanto às principais diretrizes e boas práticas para que a transmissão de informações não seja comprometida. Um cabeamento desse tipo transmite dados digitais entre vários locais com taxas de até 10 Mbps e, às vezes, maiores, em comprimentos que podem chegar a 1000 metros dependendo do tipo de fiação e do sistema em que a rede é baseada.

O sistema do deve ser balanceado — fiação de par trançado. Isso significa que o cabo deve ser formado por mais de dois fios, além do aterramento.

Esse sistema de transmissão de sinal ocorre de forma oposta entre um fio e outro. Em outras palavras, se um fio transmite na frequência alta, o outro fio automaticamente transmite os dados na frequência baixa, como na imagem abaixo.

(https://www.maximintegrated.com/content/dam/images/design/tech-docs/763/di23fig02.gif)

O uso de um transmissor compatível com RS-485 com fio de par trançado reduz duas fontes principais de interferências para as redes de longa distância de alta velocidade: EMI irradiado e EMI recebido.

A inibição do EMI irradiado ocorre porque os sinais nos fios são iguais e opostos, ou seja, eles tendem a cancelar um ao outro. No entanto, esse resultado é baseado na suposição de que os fios têm exatamente o mesmo comprimento e estão alocados de forma idêntica, o que exige que eles sejam posicionados o mais próximo possível um do outro, por esse motivo eles são retorcidos.

Já o EMI recebido ocorre quando há interferência de sinais indesejados que comprometem a integridade dos dados que devem ser transmitidos. Entretanto, pela mesma razão que o par trançado do cabo para automação ajuda a prevenir a EMI irradiada, ele também ajuda a reduzir os efeitos da EMI recebida, pois o ruído de modo comum recebido em um fio tende a ser igual ao recebido no outro.

Como funciona a impedância do fio de par trançado?

A impedância de cada cabo para automação está associada às características do sistema de cabeamento, como a geometria do cabo e a composição dos materiais usados ​​no seu isolamento. A especificação RS-485 recomenda, mas não determina especificamente, que essa impedância característica seja de 120 ohms.

A impedância é usada para calcular o número de transmissores e receptores que o sistema pode suportar para que o funcione adequadamente. Segundo a Application Guidelines for TIA-EIA-485-A, um transmissor pode acionar somente um par trançado, embora seja possível que ele acione mais de um par em certas circunstâncias.

Agora que você sabe algumas especificações do cabo para automação, que tal entrar em contato com a Discabos, conhecer o nosso portfólio e descobrir qual é o sistema ideal para a digitalização da infraestrutura da sua empresa?

Como escolher o cabo para automação corporativa ou residencial

A escolha do cabo correto se inicia na especificação dos equipamentos. Diferentes marcas especificam diferentes cabos para a comunicação entre seus módulos, centrais e atuadores. Marcas como Control4, e QSC utilizam protocolo TCP/IP de comunicação entre seus módulos, assim indicamos a utilização de cabos UTP ou CAT6, a depender das distâncias.

Já as marcas CRESTRON, LUTRON, SCENARIO e PIERO, utilizam o protocolo RS485 para comunicação entre os módulos. Nesse caso trabalhamos com o RS-485 do Grupo Discabos para garantir a robustez do sinal na distância e distribuição entre módulos.

Saibam que em alguns casos, o fabricante não oferece a garantia do equipamento quando utilizados cabos diferentes do recomendado, assim, não vale a pena correr o risco de usar qualquer cabo de comunicação. Procure usar sempre o modelo indicado e na dúvida consulte o time técnico do Grupo DIscabos para auxiliá-lo na escolha.

Gostou de saber sobre o cabo de automação? Entre em contato com a gente para saber mais informações com nossa equipe comercial.

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